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Curiosidades da cidade Pesqueira

O prédio que os pesqueirenses tem orgulho em mostrar aos turistas é hoje a Prefeitura Municipal de Pesqueira, construída em 1911 por Tonhé Didier, para sua residência, onde podemos notar a grandiosidade da obra que teve engenheiros franceses e mosaicos da Europa. Antonio, José e Joaquim eram filhos do Brejo da Madre de Deus-PE.

Numa madrugada de tempestades no Rio de Janeiro, nasce o menino que mais tarde seria poeta, advogado, diplomata, boêmio, compositor, sambista, censor cinematográfico e um grande campeão em casamentos, pois chegou a casar noves vezes. Mesmo assim, não se considerava um mulherengo, dizia ser “mulherólogo”.
Ainda garoto, começou a escrever versos. Aos dezessete anos, ingressou na Faculdade Nacional de Direito, onde conheceu personalidades importantes do meio intelectual e jurídico.
Concluiu o curso de Direito em 1933, ano em que lançou o seu primeiro livro de poemas “O Caminho para a Distância”.
Atuou pouco como advogado, tendo ingressado no Ministério da Educação, onde exerceu o cargo de censor cinematográfico. Em 1938, ganhou uma bolsa e mudou-se para a Inglaterra a fim de estudar língua e literatura inglesa. Casou-se por procuração com Beatriz Azevedo de Melo. Em 1939, devido ao início da Segunda Guerra, volta ao Brasil.
Morou um bom tempo em São Paulo, depois voltou ao Rio de Janeiro. A poesia facilitou a sua aproximação com Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira, Mário de Andrade e Cecília Meireles.
A carreira diplomática iniciada em 1943 motivou a sua saída do Brasil. Morou e trabalhou em vários países sem, contudo, deixar a atividade literária.
No começo dos anos 60, começa a compor em parceria com Baden Powell, Carlos, Lira, João Gilberto, Tom Jobim e Pixinguinha. Conseguia conciliar a sua vida de diplomata com atividades ligadas à música, ao cinema, ao teatro e à poesia, sem jamais deixar de ser boêmio. Foi exonerado do serviço diplomático pelo governo militar em 1969. Casou com Cristina Gurjão.
Em 1970, conheceu e iniciou sua parceria musical com Toquinho. Além de parceiros, ficaram grandes amigos. Fizeram várias excursões.
Em 1979, voltando de uma viagem à Europa, sofre um derrame cerebral a bordo de um avião. Um edema pulmonar aos 67 anos pôs fim à sua agitada vida. Estava em casa com sua mulher Gilda Mattoso e Toquinho, com quem escolhia canções para a gravação de um LP que se chamaria Arca de Noé.
Bem perto de Vinícius morrer, um repórter perguntou se ele tinha medo da morte. Ele respondeu: “Não, meu filho, eu estou com saudade da vida”. Este era o Poetinha, como carinhosamente o tratavam.            De sua parceria com grandes nomes da MPB, resultaram belas composições, com destaque para as que foram feitas com Toquinho e Antônio Carlos Jobim. A sua paixão pelas mulheres, fez com que se casasse nove vezes.
E assim, viveu intensamente o amor, a música, a poesia e a boêmia, pois não dispensava um bom uísque nos principais momentos de sua vida. Nas suas canções, sempre cantou o amor, como as que seguem: Chega de Saudade, Garota de Ipanema, Luciana, Modinha, Serenata do Adeus, A Felicidade, Meditação, Brigas Nunca Mais, Na Hora do Adeus, Vida Bela e mais algumas centenas.

 

Walter Jorge de Freitas

Pesqueira em fotos

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