Crônicas & Reflexões

Confesso que na qualidade de pesqueirense, ao notar a ausência de Pesqueira no caderno de turismo do Jornal do Commercio que circulou nessa quinta-feira (03/06), senti um misto de frustração e revolta.

Tinha toda a certeza do mundo de que o nosso município estaria figurando entre os principais focos de animação dos festejos juninos que se aproximam. Quanta ingenuidade a minha!

Não concordo que um governante exagere no gasto com verbas, seja do município, Estado ou da União, com festas, pois como sabemos, temos carências crônicas em todos os setores de serviços essenciais. Existem outras prioridades. Não acho racional que se façam festas de arromba com gastos exorbitantes à custa do contribuinte.

Funcionários não recebem em dia. Aos professores, é negado o piso salarial estabelecido por lei. Os cidadãos penam nas filas dos postos de saúde e hospitais públicos, à espera de atendimento. Estamos exagerando?

Pra comprovar o que afirmamos, basta percorrer alguns municípios do nosso Estado, e até de outros da Federação.

Mas, convenhamos, o São João, uma festa tradicional, que motiva o turismo, gera renda, movimenta a economia e além de tudo, permite o reencontro de familiares nas cidades interioranas, não pode sob hipótese nenhuma, ser riscada do nosso calendário ou ser feita à base da improvisação, fato também verificado com o carnaval.

No caso de Pesqueira, é simplesmente inadmissível que até esta data, a Secretaria Municipal de Turismo não tenha conseguido planejar por mais simples que seja, qualquer espécie de festejo junino para o nossa população.

Dizer que já tivemos uma das melhores festas juninas do interior é recorrente e desnecessário. Mais uma vez insistimos que há muito deixamos de ser destaque em quase tudo o que fazemos. O complexo de inferioridade já nos persegue há anos.

Temos recebido mensagens pela internet de pessoas que indagam sobre o nosso São João e nada temos a responder. Acredito que muitas já mudaram de idéia e vão procurar distração em outras cidades.

AH! QUE SAUDADE QUE EU SINTO! O resto da canção, todos sabem de cor.

Mais uma vez uso este espaço para tocar num assunto que algumas pessoas acham incômodo. É que há pessoas que costumaram apenas obedecer, venerar, aplaudir. São os que não conhecem o prazer da independência.

Diferente deles, eu não respiro se não disser o que sinto. E se não interpretar os sentimentos daqueles que não podem se pronunciar porque temem o poder, qualquer poder.

Bom, mas vamos ao assunto de hoje que é a Catedral de Santa Águeda. Divergi das alterações na Catedral. Eu acho que devíamos seguir o exemplo do Vaticano: Lá ninguém altera um prédio. E nem Ouro Preto, Tiradentes, Sabará, Petrópolis etc.

Os prédios antigos, sobretudo as igrejas, são patrimônio histórico de um povo. Mexer neles para alterá-los é um absurdo. Mas eu sou voto vencido.

Agora, vou fazer mais uma crítica, esta é de vários ouvintes, e diz respeito a não terem colocado na catedral os ventiladores e nem ar-condicionado. Dizem essas pessoas que devido ao calor a catedral está se tornando uma sauna.

A outra reclamação é que não conserta os relógios da catedral. Eles continuam parados. Devem ter dado prioridade absoluta a placa de reinauguração.

Fica o recado dos ouvintes.

 

 

 

 

Longe de mim, julgar-me tão importante ao ponto de as pessoas sentirem a minha falta, qualquer que seja a situação.

Mas, considerando a grande audiência do programa SUPERMANHÃ, apresentado por Givanildo Silva, arrisco-me a calcular que pelo menos, três ou quatro ouvintes darão conta do meu sumiço.

Se a minha insignificante ausência vier a ser notada, explico aos queridos ouvintes e admiradores da Rádio Jornal que vou submeter-me a uma cirurgia no Recife e, se DEUS permitir, voltarei breve.

Tal qual ocorre às máquinas projetadas pela engenharia, o corpo humano, tão bem bolado pelo MAIOR ENGENHEIRO DO UNIVERSO, está sujeito a defeitos, cuja solução exige reparo ou a troca de algumas peças.

E eis que de maneira inesperada, ao fazer as revisões médicas periódicas, me aparece uma pecinha com ligeira avaria e o médico, depois de exames mais acurados e invasivos, decide pela sua retirada.

Agora, lá vou eu, fingindo-me de corajoso, enfrentar o bisturi do Dr. Misael Wanderley Jr. e sua equipe do Hospital Esperança, esperançoso de que tudo ocorra como ele e o Dr. Eduardo Paixão (nosso cardiologista), falaram, no intuito de me deixarem mais tranquilo.

Suplico para que não pensem que fui por aí, com um violão debaixo do braço, que estou em qualquer esquina, ou entrei em qualquer botequim, como diz a letra daquele velho samba de Zé Keti e Hortêncio Rocha – Diz Que Fui Por Aí -. Mas bem que gostaria!

Peguei carona na letra desse samba antológico, para tecer este comentário em que deixo um até logo para as pessoas que generosamente me estimulam a rabiscar modestos textos para a Rádio Jornal, Talismã FM, Urubá FM, o S.A.P. , Jornal da Besta Fubana, Blog de Sinésio, Encarte Notícias, e demais veículos de comunicação que gentilmente os divulgam. Se tudo sair de acordo com planejado, fiquem certos, tenho motivos para dizer: “É mais um samba que eu faço”.

Não sei se mereço, mas conto com a energia positiva vinda de vocês. Até a volta, se DEUS quiser.



Neste dia 20 de abril, Pesqueira completa cento e trinta anos de sua elevação à categoria de cidade. Consideramos que a data de aniversário, seja de uma pessoa ou cidade, além de ser festejada, deve ser um dia apropriado para reflexão.

Lamentavelmente, pelo fato de ficar colado ao feriado dedicado à Inconfidência Mineira e pela grande incidência de feriados no País, o aniversário de Pesqueira fica ofuscado e até prejudicado, uma vez que as atividades econômicas têm dificuldades para suportar tamanha quantidade de dias inativos.

Infelizmente, ainda existe muita gente desinformada falando em emancipação política. Mais uma vez lembramos: Pesqueira não se emancipou.

Em 1762, a aldeia Arorubá, foi elevada a vila e sede do Município que passou a se chamar Cimbres. Em 13 de maio de 1836, segundo os historiadores, pelas suas condições econômicas, por oferecer melhor situação de hospedagem e maior facilidade de acesso, a povoação de Santa Águeda, situada ao sopé da Serra do Ororubá, foi transformada em sede do município de Cimbres.

No dia 20 de abril de 1880, com o nome de Santa Águeda de Pesqueira, foi elevada à condição de cidade, sendo oficialmente declarada sede do município, de acordo com a Lei 1484.

O nome de Pesqueira foi adotado em 1913, por decisão do Conselho Municipal e está diretamente ligado à existência da Fazenda do Poço do Pesqueiro (ou de Pesqueira), fundada pelo capitão-mor Manoel José de Siqueira.

No final do século 19, Pesqueira começa a despontar como centro industrial, com a instalação de indústrias de doces e mais tarde de derivados do tomate.

Em meados da década de sessenta, as nossas indústrias começaram entrar em dificuldades e foram encerrando as suas atividades. Coube às mais tradicionais - Rosa e Peixe - nos anos noventa, depois de passarem por várias mudanças no seu quadro de acionistas e diretores, fecharem de forma definitiva esse ciclo econômico que projetou o nosso município nos cenários nacional e internacional.

Pesqueira, hoje, vive etapas de transição econômica e ainda não encontrou o seu rumo certo, ficando, consequentemente, na dependência de improvisações e medidas inócuas que não inspiram maior confiabilidade em relação ao seu futuro.

A grata surpresa vem sendo o crescimento do nosso comércio. O artesanato baseado na renascença vem contribuindo substancialmente com a nossa economia.

O turismo religioso, que seria a nossa atividade redentora, deixa muito a desejar, por falta de maiores investimentos dos setores públicos. Falta infraestrutura.

Louve-se, para se fazer justiça, a melhoria do setor hoteleiro da cidade, iniciativa que não é correspondida por ações governamentais capazes de gerar a devida sustentabilidade, fator imprescindível a esses empreendimentos.

Todos sabem que uma cidade que pretende viver do turismo não pode ostentar a fisionomia tão maltratada como a que Pesqueira mostra há bastante tempo.

Não há como negar o seu crescimento, mas isto ocorre de forma tão desordenada, que a torna extremamente feia. Parece um retrato mal tirado, numa moldura inadequada. Precisamos, para o bem de Pesqueira, repensar com o carinho de filhos, as nossas ações em relação à querida terra. Não há mais tempo a perder.

 

Estão soltos na buraqueira os cururus de trovoada. Vira e mexe encontramos esses bicos pelas esquinas, sempre ciceroneados por políticos locais que estão servindo de guias para eles. Sim, porque se deixarem o cururu só, ele se perde, não conhece a cidade, não tem vinculação nenhuma com o povo, é um estranho. Por que será, então, que os políticos estão apoiando esses sujeitos? Claro que deve ser em troca de favores e outras cositas más.

 

Não venham me dizer que é por idealismo. Não me façam rir, eu não posso rir demais que a asma bate. Que esses cicerones de cururus votem nesses bichos eu até admito, e sou obrigado a aceitar, mas o povo não deve votar em cururu de trovoada. De jeito nenhum. Se votar está votando contra a sua terra. Está fazendo o jogo desses sabidões que são cabos eleitorais dos cururus de trovoada.

 

Vou continuar criticando esses bichos perniciosos. Não vou dar trégua a eles. Nem a eles e nem aos que os apóiam. Se depender de mim vamos rasgar a fantasia desse pessoal. É melhor anular o voto do que votar em cururu de trovoada. É a minha opinião. A opinião de um homem de caráter. Boa Tarde.

 

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