No Mercado de farinha, em Pesqueira, onde Seu Eraldo e Dona Laudicéia são os proprietários, lá você toma uma cervejinha bem gelada, acompanhada de: galinha de capoeira, cabidela, guisados de bode, boi e porco, sarapatel, tripa assada, mocotó, maxixada, passarinha, fava, feijão verde e pra interar, tilápia e bacalhau na sexta feira, tudo feito pelas mãos de ouro de Dona Laudicéia.
Você poderia questionar: “onde está o camarão?”. A resposta poderia ser esta: “na placa do Bar”, mas, a resposta mais delicada e verdadeira seria: “é o apelido de Seu Eraldo”. Que é galego, daquele que chega lustra, chega brilha, meio encarnadim, daí vem o apelido de Camarão e por ter este apelido, ainda tem gente que fica chamando Dona Laudicécia, esposa dele, de Dona LAUgosta.
Além, desses pratos deliciosos de Dona Laudicécia, aparecem por lá uns violeiros e repentistas de primeira qualidade, do tipo Zé Castor que era um grande poeta, compositor, violeiro, repentista, já foi Prefeito de Alagoinha, chegou a lançar um LP, com o título da música mais famosa dele: “O Capim da Lagoa”, que tinha o seguinte refrão:
“O capim da lagoa, o veado comeu.
O veado comeu, o capim da lagoa”
Daí, o povo pra fazer graça, que esse povo de Pesqueira é cheio de gracinhas, de pilérias, gosta de uma gréa que eu nunca vi igual, dana-se a cantar dentro do próprio Bar:
“O rabim da Laugosta, Camarão comeu.
Camarão comeu, o rabim da Laugosta”.